Depois de tanto argumentar, revirar, apontar. O suspiro longo anuncia a resolução.
Apoia teu corpo ao lado do meu. E não se mova.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
coisas simples em um poema simples
Não são o que me fazem despertar de manhã,
Embora sejam o que me ampara à noite -
insônia curada pelo cafuné que corre a nuca
pés e pernas e braços entrelaçados que se esbarram até em sonhos.
Embora sejam o que me ampara à noite -
insônia curada pelo cafuné que corre a nuca
pés e pernas e braços entrelaçados que se esbarram até em sonhos.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
rare
It doesnt happen too often - most of the time, I just don´t know what to do with myself. Maybe because I like it that way, to not know is to know every possibility is out there waiting, every supernova waiting for the next explosion.
But oh when I do know. Every single thing that not the one I truly want seems disgusting. Every other way, ugly; every other body, cold.
But oh when I do know. Every single thing that not the one I truly want seems disgusting. Every other way, ugly; every other body, cold.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
conterrâneo de outra cidade
Ao vê-lo caminhando pelo gramado, cada vez mais próximo, deixou o sorriso pintar o rosto com diversas cores. A cidade era grande e as pernas eram muitas - seguir com os olhos aquele caminhar de ritmo já conhecido lhe trazia tranquilidade.
Ele chegou até ela. Sentaram-se na relva e riram até que o céu lhes contou que já era hora de ir embora.
Antes, precisava se confessar. Tímida, ora olhando para ele, ora para os próprios dedos, que não encontravam descanso em sua mão, soltou a prosa: sinto que aqui tu é o único que me conhece de verdade senti sua falta gosto da sua companhia não queria me despedir...
Desviou o olhar e disse com um suspiro: minha casa me espera.
Ele deu um sorriso frente à ansiedade da garota e tocou-lhe o rosto de maneira cálida. Não se preocupe.
Fez-lhe uma promessa: quando nos vermos novamente, já haverá passado tanto tempo que seremos outros. Não sentiráss mais minha falta, senão a falta de alguém que já não há. Não sofrerás. Nem a falta da tua casa sentirás - lá também já não te conhecerão.
Serás livre e não sentirás a falta de ninguém.
Ele chegou até ela. Sentaram-se na relva e riram até que o céu lhes contou que já era hora de ir embora.
Antes, precisava se confessar. Tímida, ora olhando para ele, ora para os próprios dedos, que não encontravam descanso em sua mão, soltou a prosa: sinto que aqui tu é o único que me conhece de verdade senti sua falta gosto da sua companhia não queria me despedir...
Desviou o olhar e disse com um suspiro: minha casa me espera.
Ele deu um sorriso frente à ansiedade da garota e tocou-lhe o rosto de maneira cálida. Não se preocupe.
Fez-lhe uma promessa: quando nos vermos novamente, já haverá passado tanto tempo que seremos outros. Não sentiráss mais minha falta, senão a falta de alguém que já não há. Não sofrerás. Nem a falta da tua casa sentirás - lá também já não te conhecerão.
Serás livre e não sentirás a falta de ninguém.
domingo, 16 de outubro de 2011
surgery
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
chuva no bairro chinês
Sempre que ia ao bairro chinês, chovia.
As sombrinhas coloridas competiam por espaço na calçada, exibidas. Diziam: sou oriental e custo menos de 5 reais.
A última vez que havia ido, comprou uma na tentativa de manter-se seca, o que acabou por falhar, já que ao iniciar o caminho de volta para casa o guarda chuva se desmontou. Como se houvesse uma magia que não permitisse que funcionasse em outros lados da cidade.
Tudo ali tinha mais cores e mais plástico. O idioma era outro, mas quando olhava os tristes rolos de primavera deixados no fundo da panela, fritos e frios, sentia uma empatia.
Nas tendas, as mais distintas bugigangass com símbolos estampados que não lhe diziam nada, ou pensando bem, diziam: me compre. Bonecos com sorrisos que iam até as orelhas, olhos grandes que para ela pareciam esbugalhados em terror. Use um como chaveiro, coloque o outro na estante. Contrastavam com os rostos suados dos vendedores, que já incerciamente, acompanhavam as letras das exóticas canções, sentados no caixa tamborilando os dedos.
Outra vez do lado de fora, excitada com a idéia dos novos sabores que provaria, buscava entre as vitrines algo que lhe parecesse diferente.
Sentia que, no entanto, já havia provado o essencial daquele lugar e era igual que o seu.
As sombrinhas coloridas competiam por espaço na calçada, exibidas. Diziam: sou oriental e custo menos de 5 reais.
A última vez que havia ido, comprou uma na tentativa de manter-se seca, o que acabou por falhar, já que ao iniciar o caminho de volta para casa o guarda chuva se desmontou. Como se houvesse uma magia que não permitisse que funcionasse em outros lados da cidade.
Tudo ali tinha mais cores e mais plástico. O idioma era outro, mas quando olhava os tristes rolos de primavera deixados no fundo da panela, fritos e frios, sentia uma empatia.
Nas tendas, as mais distintas bugigangass com símbolos estampados que não lhe diziam nada, ou pensando bem, diziam: me compre. Bonecos com sorrisos que iam até as orelhas, olhos grandes que para ela pareciam esbugalhados em terror. Use um como chaveiro, coloque o outro na estante. Contrastavam com os rostos suados dos vendedores, que já incerciamente, acompanhavam as letras das exóticas canções, sentados no caixa tamborilando os dedos.
Outra vez do lado de fora, excitada com a idéia dos novos sabores que provaria, buscava entre as vitrines algo que lhe parecesse diferente.
Sentia que, no entanto, já havia provado o essencial daquele lugar e era igual que o seu.
Assinar:
Postagens (Atom)

